No passado sábado, 23 de maio, decorreu ao longo de todo o dia a primeira visita de intercâmbio dos membros da Rede Ruractiva da Galiza ao piloto de Almofrela, em Baião, Portugal, para que pudessem conhecer em primeira mão os trabalhos realizados no núcleo. Entre eles, destaca-se o novo espaço comunitário e interpretativo instalado na antiga escola de Almofrela.
No encontro participaram cerca de vinte moradores da Agrupación Instrutiva de Caamouco, da aldeia de Lucenza, da Comunidade de Montes Veciñais en Man Común de Couso e de Cualedro, da Aldeia Modelo de Soutogrande e da aldeia de Puxedo, em Lobios.
Excelentes sinergias
A Fundação Juana de Vega, entidade que coordenou o encontro, fez uma avaliação muito positiva dos bons resultados alcançados. Por um lado, foram cumpridas as expectativas da atividade e, por outro, geraram-se excelentes sinergias entre agentes de dois territórios muito semelhantes, que fazem parte de uma mesma biorregião e partilham desafios comuns. «Projetos europeus como o PAISACTIVO oferecem-nos a possibilidade de estabelecer colaborações estruturadas e resolver problemas conjuntos. Durante esta visita de intercâmbio pudemos ver como uns se reviam nos problemas dos outros e podiam aprender com as suas experiências», explicou Fran García, técnico da Fundação Juana de Vega.
Os anfitriões foram também parceiros do PAISACTIVO: a CIM do Tâmega e Sousa e a Câmara Municipal de Baião.
Além de Almofrela, o grupo realizou uma visita técnica ao Observatório da Natureza de Marcelim, em Tendais, no município de Cinfães. Trata-se de um equipamento de interpretação da paisagem situado na Serra de Montemuro, concebido para a valorização do património natural e paisagístico. A sua localização estratégica oferece uma ampla panorâmica sobre os vales dos rios Bestança e Douro, constituindo um recurso para a interpretação do território, a educação ambiental e o desenvolvimento de um turismo de natureza baseado nos valores paisagísticos da envolvente.
Cinfães representa um modelo de desenvolvimento territorial no qual o património cultural, a paisagem e o turismo se articulam como ativos estratégicos para gerar oportunidades económicas, reforçar a identidade local e favorecer a conservação do território.










