No sábado, 14 de março, às 10h30, realizámos no projeto-piloto de Infesta (Monterrei) um concorrido encontro participativo com os vizinhos, com o objetivo de recuperar a memória da aldeia como base para construir o seu futuro. A atividade decorreu no local da comunidade de montes (MVMC) de Infesta, onde compareceram pontualmente mais de trinta vizinhos residentes no núcleo, na sua maioria pessoas já reformadas, bem como o morador mais jovem, um bebé com pouco mais de um ano, acompanhado pela sua mãe. A iniciativa contou com a colaboração da equipa técnica da Fundação Juana de Vega e do Município de Monterrei.
O objetivo foi desenhar o futuro da aldeia a partir da sua própria memória coletiva, do conhecimento sobre os valores ambientais e os usos históricos do território, uma vez que o planeamento técnico deve caminhar lado a lado com o saber tradicional para ser eficaz e duradouro.
“De forma geral, foi uma jornada muito positiva”, resumiu Fran García, técnico de Desenvolvimento Rural da Fundação Juana de Vega, destacando que, a nível sociocomunitário, já existe compreensão e partilha do trabalho que está a ser desenvolvido em Infesta. Neste sentido, explicou que se trata de uma comunidade local que valoriza e defende fortemente o seu território, com um profundo conhecimento dos seus valores ambientais. No contexto dos incêndios florestais do verão passado e de outras problemáticas, os participantes apresentaram propostas realistas e práticas. “Há componente humana, há preocupação, há motivação e há interesse pelo território e pela aldeia”, sublinhou.
Com as ideias recolhidas, será elaborada uma folha de rota para o futuro de Infesta, num documento técnico que analisará três dimensões distintas: os valores ambientais e paisagísticos, os usos históricos do território e as dinâmicas comunitárias e sociais.
“Temos agora de elaborar propostas de microprojetos. Com toda a informação recolhida e com a componente técnica já desenvolvida, vamos concretizar propostas reais e viáveis para o território, que é o que a população residente procura.”
Após a primeira parte plenária no local da comunidade de montes, a jornada terminou com um percurso interpretativo por vários pontos de Infesta, guiado pelos próprios vizinhos.






